Saturday, April 30, 2016

Filhos bilíngues



A importância da linguagem nos primeiros anos de vida





Quanto mais os pais conversam com seus filhos, mais rápido o vocabulário das crianças cresce e mais a sua inteligência se desenvolve


Apesar disso parecer óbvio e ululante, foi apenas em 1995 que a importância de conversar com bebês foi demonstrada cientificamente, quando Betty Hart e Todd Risley, da Universidade de Kansas, publicaram uma pesquisa demonstrando uma estreita relação entre o número de palavras que os pais de uma criança falam para ela antes dos três anos de idade e seu sucesso acadêmico aos nove anos. O estudo "The Early Catastrophe: The 30 Million Word Gap by Age 3"  mostrou que, aos três anos, crianças nascidas em famílias de nível educacional mais alto ouvem 30 milhões de palavras a mais do que aquelas nascidas em famílias mais pobres.  As políticas que promovem a entrada de crianças na "pré-escola" aos quatro anos de idade não compensam a possível falta de educação em casa desde o nascimento até os três anos. 

Mais recentemente, Anne Fernald, da Universidade de Stanford, constatou que a disparidade aparece bem antes de a criança completar três anos. De acordo com a pesquisadora, aos 18 meses, quando a maioria das crianças só fala uma dúzia de palavras, as crianças de famílias desfavorecidas já estão vários meses atrás das mais favorecidas. Na verdade, Anne Fernald acha que a diferenciação começa no nascimento. Aos dois anos, observou-se uma disparidade de seis meses nas habilidades de processamento de linguagem e vocabulário dos dois grupos. 

A pesquisa de Stanford também deixa claro que são as palavras ditas diretamente para uma criança que constroem seu vocabulário. Colocar os filhos na frente da televisão não tem o mesmo efeito. Também não ajuda deixá-los expostos às conversas dos adultos. As palavras precisam ser ditas diretamente para a criança.

Os efeitos podem ser vistos no cérebro. Os bebês nascem com cerca de 100 bilhões de neurônios e as conexões entre eles se formam num ritmo exponencialmente crescente nos primeiros anos de vida. É o padrão dessas conexões que determina o quão bem funciona o cérebro, e o que ele aprende. Aos três anos, haverá cerca de 1.000 trilhões de conexões no cérebro, e são as experiências da criança que vão determinar quais conexões serão fortalecidas e quais serão podadas. Esse processo, gradual e mais ou menos irreversível, molda a trajetória de vida da criança.

O que os pais devem fazer na prática para garantir que seus filhos tenham essa vantagem na sua habilidade de processamento de linguagem e vocabulário? Como já recomendamos inúmeras vezes nestas páginas, os pais devem falar - muito - com seus filhos desde o nascimento (seja lá em que língua for). Eles devem falar diretamente para seus filhos. Eles devem também tentar usar um vocabulário bem variado. 



Não se esqueça de exercitar seu cérebro
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Tuesday, April 26, 2016

Melhore sua memória em 40 segundos!!!



 Cientista descobre como melhorar sua memória em apenas 40 segundos




A capacidade de nos lembramos de memórias passadas, é algo muito incerto. Lembramos de algumas coisas de 10 anos atrás, mas as vezes uma simples pergunta, como “O que você almoçou na terça-feira?”, pode ser bem complicada de responder.
Se você é uma pessoa que se preocupa com a sua capacidade de memorização, aqui vai uma ótima notícia…


O neurocientista Chris Bird, da universidade de Sussex, descobriu uma técnica que além de ser eficiente, é bem rápida.
Seu estudo foi publicado em novembro, e teve uma grande repercussão mundial. O motivo? Ele desenvolveu um exercício simples e rápido para melhorar a qualidade da memória das pessoas. Um exercício que dura, incríveis 40 SEGUNDOS.
De acordo com Bird, você deve ficar pensando em uma cena recente, durante 40 segundos, e quando precisar lembrar-se dela no futuro, o trabalho vai ser bem mais fácil.
Para comprovar seu estudo, Bird e sua equipe usaram como metodologia, um estudo que contou com dois grupos de estudantes. Monitorando as atividades cerebrais deles durante todo o estudo, foi solicitado que assistissem diversos vídeos do youtube. O primeiro grupo, após assistir o vídeo, tinha 40 segundos para pensar a respeito, antes de passar para o próximo vídeo. enquanto o segundo não tinha esse tempo.
O primeiro grupo mostrou uma facilidade muito maior para lembrar de detalhes dos vídeos e responder sobre quando perguntados. Segundo Bird, além da melhora prática de desempenho, a análise das atividades cerebrais do estudantes também mostrou grandes diferenças.
Para finalizar a pesquisa, uma semana depois do primeiro teste, os dois grupos voltaram a comentar a respeito dos vídeos que haviam assistido, e novamente, o primeiro grupo se saiu melhor. Mais especificamente, o primeiro grupo teve um desempenha duas vezes melhor em relação ao segundo grupo. E além disso, mesmo depois de uma semana do primeiro teste, os cérebros dos alunos do primeiro grupo, trabalharam quase na mesma intensidade do momento em que viram os vídeos pela primeira vez.
Concluindo que, se você passar por alguma experiência que não quer esquecer no futuro, comece a pensar e refletir sobre ela durante 40 segundos. Se não der certo, pelo menos você não perdeu muito tempo.



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Thursday, April 21, 2016

Dicas preciosas para pais com filhos bilíngues




6 DICAS ESSENCIAIS PARA MANTER O BILINGUISMO DOS FILHOS




Ensinar línguas a crianças pequenas é fácil: elas realmente são como esponjas. O problema vem na hora de manter o uso da linguagem. Muitos pais começam a aventura do ensino bilingue a todo vapor, empolgados com a idéia de filhos poliglotas, porém desanimam quando a prole começa a se recusar a falar a língua ensinada. Então, como fazer para que seu filho não apenas aprenda duas línguas, mas também continue falando-as por toda a vida? Aqui vão algumas dicas:


1) Escolha um método e seja consistente.
Converse com seu parceiro ou parceira e decida qual será a melhor maneira de introduzir duas línguas aos seus filhos. Vocês dois irão falar a língua de herança em casa o tempo todo? Cada um vai falar com o filho em uma língua? Não importa o método escolhido, o mais importante é ser consistente. Seja firme com o uso da língua de herança. Seu filho vai preferir usar a língua majoritária do país – isso é natural. É sua responsabilidade insistir no uso da língua que você quer ensinar.

2) Não misture línguas.
Quando a gente está morando fora, é fácil esquecer palavras e começar a misturar a língua do país onde moramos com a nossa língua materna. Porém, para que seu filho aprenda a falar bem a língua de herança é preciso que você dê o bom exemplo e fale da maneira mais correta possível: sem estrangeirismos. Se você não se esforçar para achar as palavras certas na língua que está ensinando, que incentivo seu filho terá para fazer o mesmo? Mesmo que seu filho fale com você na língua majoritária do país onde você mora, responda sempre na língua de herança.

3) Aumente a exposição à língua de herança.
Uma criança precisa ser exposta a uma língua por pelo menos 30% do tempo para aprender a falar bem. Isso é o mínimo, porém é recomendável também enriquecer o vocabulário do seu filho investindo em livros, CDs, e DVDs. É importante também expor a criança a outras pessoas que falem a língua de herança. Por isso, organize conversas pelo Skype com os avós e procure programas culturais na língua que você está ensinando.

4) Ignore o palpite mal-informado dos outros.
Bilinguismo não causa atraso na fala e nem dificuldades na escola. Infelizmente, ainda há muita falta de informação sobre crianças que crescem aprendendo duas línguas e até profissionais, como medicos, professores e fonoaudiólogos, às vezes tentam convencer os pais de falarem apenas uma língua com os filhos. Este conselho não poderia ser mais sem fundamento. O bilinguismo não apenas não atrapalha o aprendizado, como também dá à criança várias vantagens cognitivas para toda a vida.

5) Promova as vantagens do bilinguismo.
Ajude o seu filho a entender o quanto é importante falar mais de uma língua. Se ele já tiver idade para entender, converse com ele sobre empregos que exigem o conhecimento de várias línguas e fale de pessoas bem-sucedidas que são bilingues ou poliglotas. Mantenha também laços fortes com família que fale a sua língua materna. Brincadeiras com tios, avós e primos são uma ótima maneira de manter a língua de herança relevante para os pequenos.

6) Matricule seu filho na FREEDOM Language School.


Uma das melhores maneiras de ajudar seu filho a se tornar bilíngue, trilíngue ou poliglota é matricular ele/ela na FREEDOM. Na nossa escola temos sempre profissionais aptos a proporcionar o melhor aprendizado para seu filho, quer seja aprendendo Inglês, Português ou Japonês.
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Wednesday, April 20, 2016

Dicas de Bolsas de Estudos Gratuita no Exterior

Conheça dicas excelentes de bolsas de estudo para brasileiros




São diversas oportunidades para bolsas de estudos em modalidades como Graduação, Pós-graduação, MBA, Mestrado, Doutorado e Pós-doutorado.


Se você sempre sonhou com uma grande oportunidade essa você não pode perder pois reunimos as principais instituições que oferecem bolsas de estudos no exterior, gratuitas em modalidades como Graduação, Pós-graduação, MBA, Mestrado, Doutorado e Pós-doutorado.
E foi pesando nos brasileiros no Japão que reunimos as informações disponíveis, dessa forma os interessados terão a oportunidade de acompanhar quando inicia as inscrições e saber mais detalhes sobre os cursos e oportunidades.
As bolsas oferecidas pelas instituições são integrais e cobrem todos os custos de educação, acomodação e despesas pessoais, enquanto outras fornecem ajuda de custos nas taxas de educação e materiais ou oferecem contribuição financeira relacionada a esses custos.


Fundação Estudar
Oferece bolsas que cobrem de 5% a 95% do valor de graduações, pós e intercâmbios acadêmicos. Podem participar das seleções candidatos entre 16 anos e 34 anos matriculados ou em processo de admissão em cursos de graduação e pós (MBA, mestrado, doutorado e pós-doutorado) no Brasil ou no exterior. No ano passado, foram 30 mil inscritos e 28 selecionados. Boas notas são essenciais, já que as bolsas são concedidas por mérito.

Fundação Lemann
A fundação mantém o programa Lemann Fellowship que dá bolsas de pós-graduação para cursos específicos em universidades parceiras no exterior como, por exemplo, Yale, Stanford, Harvard, MIT, Columbia e Oxford. Os bolsistas são selecionados pelas próprias universidades, por isso é preciso já ter sido aprovado por meio do processo regular de admissão.

Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Para complementar os esforços dos cursos de pós-graduação no Brasil, a CAPES concede bolsas de estudo no exterior, alimentando assim os meios acadêmico e de pesquisa do país com recursos humanos de alto nível. Para receber os auxílios iniciais, o bolsista deve complementar a documentação exigida para implementação, antes da partida para o exterior neste link Declaração de Rendimentos – Bolsas no Exterior.
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) é um órgão governamental que oferece oportunidades para bolsas de graduação, mestrado e mestrado profissional, doutorado e pós-doutorado no exterior.

Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico Tecnológico (CNPq)
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) é um órgão governamental que oferece oportunidades para bolsas de graduação, mestrado e mestrado profissional, doutorado e pós-doutorado no exterior. O CNPq concede bolsas para a formação de recursos humanos no campo da pesquisa científica e tecnológica, em universidades, institutos de pesquisa, centros tecnológicos e de formação profissional, tanto no Brasil como no exterior. Além de promover a formação de recursos humanos em áreas estratégicas para o desenvolvimento nacional, o CNPq aporta recursos financeiros para a implementação de projetos, programas e redes de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), diretamente ou em parceria com os Estados da Federação.

Ciência Sem Fronteiras (CSF)
É um os principais programas de bolsas de estudos concedido pelo governo. A meta é chegar a 101 mil bolsas concedidas até o fim do ano nas áreas de ciências exatas e biológicas. Na página do programa é possível verificar o valor das bolsas nas diferentes modalidades de estudo. É um programa que oferece oportunidades de bolsas de estudo no exterior, financiadas pelo Governo Federal para alunos de graduação, pós-graduação e de cursos superiores de tecnologia de instituições de ensino superior, públicas ou particulares de todo o país.
Há também as bolsas no País, que incentivam a atração de renomados pesquisadores e líderes de grupos de pesquisa no exterior para o Brasil e de jovens cientistas, nas modalidades: Pesquisador Visitante Especial e Bolsa Jovens Talentos.

Como participar?
Os candidatos que tiverem alguma dúvida sobre bolsas de estudo ou oportunidades para estudar no exterior podem entrar em contato com a FREEDOM e contratar nosso serviço de “ASSESSORIA EDUCACIONAL” que iremos explicar todos os detalhes para entrar em faculdades e conseguir bolsas de estudo em todo o mundo.

Confira maiores informações sobre este serviço em nosso site:


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Sunday, April 17, 2016

7 dicas para recuperar o ânimo de estudar inglês


7 dicas para recuperar o ânimo de estudar inglês



Assimilar uma língua estrangeira é um desafio e tanto para o cérebro. Mas o aprendizado de um idioma não depende apenas dos seus recursos cognitivos: também há diversas questões emocionais por trás do processo.


Assim, um dos maiores obstáculos para o seu sucesso com o idioma inglês é perder a vontade de estudá-lo.

Anda desanimado? Veja a seguir 7 dicas para recuperar a motivação para avançar em direção ao objetivo da fluência:

1. Pergunte a si mesmo as razões pelas quais você quer ou precisa aprender inglês
Liste estas razões, todas elas. Observe se elas são mesmo relevantes para você neste momento. Imagine que a sua razão seja: “Quero aprender inglês porque preciso mudar de emprego para ganhar mais”. Porém, no fundo, você adora seu emprego e não quer mudar. Inconscientemente, você se sabota e… adia o aprendizado do inglês o quanto pode. Fazemos isso todo o tempo. As suas atitudes devem ser coerentes com o que de fato quer na sua vida e carreira.

2. Verifique se o tempo destinado ao idioma não está roubando tempo de vivências mais importantes
Imagine que você estuda inglês à noite, mas quer mesmo é ficar com seu filho, que tem de dormir cedo. Se esse é o caso, é melhor mudar seu curso para algum horário antes do trabalho, sábado ou horário de almoço. Isso vai diminuir o custo emocional das aulas. O curso não pode representar mais uma carga obrigatória a carregar na semana, privando você de prazeres. Hoje é possível ter aulas individuais por Skype com professores excelentes, no horário que você quiser - até mesmo depois que o seu filho dormir.

3. Lembre-se de que todo aprendizado tem de ser divertido
Se o estudo não trouxer nenhum tipo de entusiasmo, dificilmente você conquistará regularidade. Não dá para ter aulas duas vezes por semana e sempre faltar a uma delas. Ou precisar estudar em casa para consolidar o conteúdo e nunca fazer isso porque “não dá tempo”. Só se aprende o que se pratica, e adultos só praticam quando encontram prazer em uma atividade. Diversão é algo pessoal. Descubra como você gostaria de aprender inglês: com jogos? Vídeos? Teatro? Sozinho com o professor? Em grupo? Com aplicativos? Se você anda cansado do seu curso, faltando à aula, chegando atrasado ou não estuda nada depois, é melhor mudar de turma, professor, escola, método. 

4. Estabeleça pequenos desafios e fases
Você pode, por exemplo, aprender duas palavras novas por dia, ler três notícias em inglês por semana, assistir a dois episódios da sua série favorita sem legenda (ou com legenda em inglês) a cada temporada. Faça uma lista das ações planejadas em um aplicativo, calendário, agenda, ou pedaço de papel. Conhece aquele prazer que dá quando você joga um game e passa de fase? Crie isso em seu estudo de inglês.

5. Inclua o idioma nas suas tarefas rotineiras
Liste algumas atividades de que você goste ou que precise fazer durante a semana, e insira nesses momentos o aprendizado do inglês. Alguns exemplos: se gosta de cozinhar, busque receitas em inglês; se gosta de caminhar, aproveite para ouvir podcasts no seu nível de compreensão; se gosta de comer fora, convide amigos que falam inglês e combine que por pelo menos quinze minutos falarão em inglês em um jantar. Não tem desculpa: é só usar parte do tempo que você dedica a atividades rotineiras para ter contato com o idioma.

6. Aceite correções e aproveite seus próprios erros para aprender mais
Não costuma ser muito útil você “saber inglês mas não conseguir falar nada” – como tanta gente se descreve nessa habilidade. Se quer se comunicar oralmente, tem de falar muito, em situações diferentes e sobre assuntos diversos. E precisa saber que você vai errar vocabulário, pronúncia, estruturas. Sempre que possível, peça para ser corrigido por seus colegas e professores. Preste atenção às correções, faça anotações e estude. Nunca deixe que a possibilidade de errar paralise você, apenas "se jogue".

7. Tenha as melhores aulas com os melhores professores
Na FREEDOM investimos pesadamente na formação e capacitação de nossos professores e profissionais. Temos certeza que boas aulas passa necessariamente por bons professores. Nossos professores são focados na necessidade individual e garantimos um aprendizado rápido e eficaz.
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Thursday, April 14, 2016

Estaria o sotaque de inglês 'refinado' ameaçado de extinção no Reino Unido?



Estaria o sotaque de inglês 'refinado' ameaçado de extinção no Reino Unido?



Se a governanta da rainha Elizabeth 2ª estivesse viva hoje, ela teria percebido alguns tons diferentes na dicção de sua ex-pupila. Não, a soberana não chega a "engolir" os Ts e Gs como fazem os londrinos de classe trabalhadora, com seu sotaque cockney, mas sua enunciação nos dias de hoje poderia ser considerada plebeia em décadas passadas.


Elizabeth 2ª não está sozinha nisso. O sotaque refinado da classe alta - que apreciadores da cultura britânica vão reconhecer de dramas televisivos como Downton Abbey - perdeu um pouco do que se pode chamar de pureza nas últimas décadas, já que mais pessoas falam um misto de inglês "operário" e "das elites".

Pode parecer algo relacionado à velha obsessão britânica com classes sociais, mas o fato de a rainha não falar mais o que ficou conhecido como o Queen's English (o inglês da rainha) oferece uma oportunidade de analisar as forças que moldam como falamos.




A ideia de um sotaque "apropriado" surgiu apenas recentemente na história da língua inglesa. Jonnie Robinson, linguista da British Library, conta, por exemplo, que o famoso dicionário de Samuel Johnson, publicado em 1755, não trazia a pronúncia das palavras porque havia a percepção de falta de consenso sobre a forma mais correta de articular palavras. "Se você analisa o século 18, verá que trabalhadores e ricos todos falavam com uma espécie de voz local". O próprio Johnson tinha um sotaque da região de Lichfield.

Foi a crescente popularidade de escolas em regime de internato que começou a mudar maneira como as elites falavam. Robinson conta que estes estabelecimentos promoviam um sotaque que lembrava mais os sons do sudeste da Inglaterra, em que muitas escolas e universidades se baseavam.

Autoridade

Rapidamente, o sotaque se transformou em sinal de classe e poder, uma associação que ficou ainda exacerbada quando a BBC adotou um padrão oficial de pronúncia - a Received Pronunciation - para as suas transmissões, já em 1936. "Era a voz que todos no Reino Unido e no resto do país associou com autoridade", explica o linguista.

Em meados do século 20, o sistema de classes já era mais fluido: o sotaque agora era uma das poucas maneiras de ressaltar que alguém tinha herdado sua fortuna em vez de construí-la. A escritora Nancy Mitford expressou isso ironicamente ao dizer que "apenas a linguagem distingue as classes mais altas, já que eles já não são mais limpos, ricos ou mais educados que o resto".
Talvez fosse apenas uma questão de tempo para que a desigualdade linguística também diminuísse. Mais e mais pessoas de classe trabalhadora começaram a ocupar posições de poder, e isso fez com que características de sotaques mais regionais começassem a aparecer na Received Pronunciation. "Há mais gente agora que fala um inglês em que a pronúncia da BBC se mistura ao cockney", conta Jonathan Harrington, da Universidade Ludwig Maximilian, em Munique.


E um sinal disso é o fato de que os príncipes William e Harry falam justamente desse jeito.
Já na época do Casamento Real de 2011, Kate Middleton, então noiva de William, falava com um sotaque mais polido e aristocrático que o segundo na fila do trono britânico. Algo que pode ter sido causado pela pressão psicológica de ser a primeira pessoa sem "sangue azul" em mais de 300 anos a se casar com um membro da família real.

Não é muita surpresa que pessoas mais jovens adotem alguns tons que escutam nas ruas como forma de reação contra sua criação. "Seria trejeitos que nos fariam parecem mais moderninhos e antenados, mas que abandonamos quando crescemos", explica o linguista.
A surpresa aqui é que uma monarca de 89 anos seja influenciada. Os estudos de Harrington mostram que mesmo o sotaque da rainha ganhou tons mais "classe média" nas últimas décadas. Algumas palavras pronunciadas por Elizabeth 2ª têm o mesmo som saído dos lábios da cantora Adele.
Harrington não acredita que a rainha tenha passado por algum tipo de lição para "soar menos aristocrática". Suas análises dos discursos de Natal feitos pela soberana sugerem mudanças graduais na pronúncia, de forma quase imperceptível, ao passo que se ela estivesse deliberadamente tentando "imitar" os súditos, as alterações seriam mais abruptas.

Para o acadêmico, a mudança pode ser explicada por alguns estudos de psicologia sobre a arte da conversação. Vários experimentos mostram que nossos sotaques "gravitam" levemente em direção ao de interlocutores, como forma de estabelecer uma conexão. Há até evidências de que isso nos ajuda a entender melhor o que os outros estão dizendo. E o mais importante: os efeitos permanecem mesmo depois das despedidas.

Harrington explica que, no começo de seu reinado, em 1952, Elizabeth não tinha muito contato com muitos súditos das ruas de forma frequente. Mas a mobilidade social que marcou os anos 60 e 70 fez com que pessoas de sotaques mais "plebeus" começassem a ocupar posições de poder.
"Pense, por exemplo, no caso dos primeiros-ministros. Nos anos 50, eles vinham da aristocracia, mas nas décadas seguintes o país teve líderes de outras origens - Harold Wilson, Edward Heath e Margareth Thatcher".

Isso sem falar em empregados e funcionários reais. E mesmo os netos da soberana. Todos trouxeram vozes diferentes.
Harrington acredita que apresentadores de TV como David Attenborough também foram influenciados por essas mesmas forças - basta assistir aos seus primeiros documentários. "Essa sutil imitação espontânea é um dos principais motores da mudança do som (da pronúncia)", diz ele.
O mais fascinante é que essa sutil imitação tinha sido observada, durante estudos, em pessoas comuns. Não em uma rainha. Apesar de todo seu poder e fortuna, Elizabeth 2ª ainda está fazendo os mesmos pequenos e inconscientes gestos de solidariedade que todos nós fazemos em conversas.
E isso significa que cada papo deixou uma marca em seu discurso. Em uma simples vogal, podemos encontrar traços de todas as pessoas que ela encontrou, em um sinal da mudanças sociais no Reino Unido.


FALE COMO UM NATIVO

Aprenda inglês da forma mais correta. Aprenda na FREEDOM.
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Wednesday, April 13, 2016

Catador de papel supera desafios e garante ensino superior para os dois filhos




Catador de papel supera desafios e garante ensino superior para os dois filhos




Não há como não se emocionar com este vídeo. A FREEDOM se orgulha de todas as famílias que lutam com ardor e ternura para que seus filhos conquistem o sonhos de se formarem. A essas famílias nosso mais estimado respeito e admiração.


E se você não sabe como ajudar seu filho a entrar em uma faculdade japonesa ou outra no exterior, saiba que a FREEDOM possui o serviço de "Assistência Educacional" no qual ajudamos famílias e jovens a concretizarem seus sonhos.
Confira no link abaixo, maiores informações ou se preferir no ligue:



Alguns dos alunos da FREEDOM que fizeram ou fazem uso do exclusivo sistema de "Assistência Educacional" 



Emanuelle na Nagoya University of Foreign Studies


Daniel, Lucas e Felipe na Asia Pacific University



Felipe na University of the Arts London / London Fashion College



Karen na Temple University


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